
Uma tela repleta de impressoes
(Leandro Bessa)
Em dimensoes abertas, a esquerda começo por desenhar uma pequena arvore de folhas roxas, o tom de vermelho escuro salta dos galhos e caem nas flores que desenho um pouco abaixo da pequena arvore. Sao flores ao tom de lilas, um lilas quase amarelo que confunde-se com o verde limao da vegetaçao refletindo o sol.
Um pouco a direita traço em verde uma pequena ponte japonesa, com uma envergadura digna de ser destacada, trabalho com esmero as sombras em tons de verde escuro. Ao centro da tela, com uma profundidade inimaginavel, pinto o meu lago, um lago repleto de plantas aquaticas, ele até nos faz recordar algumas telas famosas, mas no meu lago eu desenho um barco em movimento. ele balança calmamente em um dos cantos do quadro.
O lago eu pinto de azul metalico, em algumas partes misturo com azul petroleo e onde o sol belisca coloco tons de verde azulado. Opa! rapidamente destaco o vôo de uma borboleta, ela passa bem matreira mas nao aceita ficar.
Mas imediatamente minha atençao é desviada para uma flor de tom rosa, um rosa salmao cintilante e bem ao lado dela me ocupo com uma outra flor de tom amarelo com miolo vermelho rubi. Elas sorriem com suas inumeras pétalas, e cada uma das pétalas apontam para o meu sentimento de surpresa e euforia.
Em primeiro plano desenho a margem do lago, faço tudo no movimento dançante do pincel umidecido de bege, musgo, amarelo, verde esmeralda, cinza aveludado, branco noiva, violetas, azul escuro e algumas linhas de vermelho terra. Sao pequenas as plantinhas, elas se abraçam, pulam, brincam de alegria e de vez enquando elas olham pra gente.
Também em primeiro plano, em linhas verticais, tombando do alto invisivel da tela, desenho galhos verdes, iluminados pelo sol de duas horas da tarde. Eles dao uma sensaçao de; sombrinha gostosa para se repolsar.
A direita quero fazer com muito cuidado um corredor de trepadeiras sobre uma estrutura metalica, elas subiram bem alto pra trabalhar no teto de verde oliveira. Nos troncos vou usar um marron real, bem onde o sol sopra um ocre nada convencional. E para ornar os troncos desenho com pinceladas ligeiras e suaves, pequenas plantinhas de cor violeta, elas cheiram quintal de infância. Opa! uma libélula vem beijar uma flor, bem onde uma abelha de amarelo mel trabalha de acasalar em pequenas flores cor de neve, ela entra e sai nun movimento circular bonito de se ver. Uma pausa pra respirar.
Nascem todos os dias cenas como essas e nem sempre temos tempo de fazer uma pausa pra respira-las.
Finalizando, uso uma pena do passaro de Prévert para assinar. Assino, mas de repente quando olho a tela ja mudou tudo de forma e cor.
Ps: O teclado francês nao me permite colocar acento agudo em letras como: "a", "i" e "u". Nem o til, afff