sexta-feira, 22 de maio de 2009

é inùtil se tentar fugir da longa estrada

Leandro Bessa
champ de Mars

Pierre Auguste Renoir

Vincent Van Gogh

Paris, 23 de Mai

é incrìvel como eu padeço de mim mesmo
é incrivel a desformidade humana.
nasci em berço de palha
à quilometros daqui.

sao as minhas memorias que me fazem rebecer o meu presente de outra forma.
o meu presente é o resultado enfurecedor do meu passado de medos.
hoje o medo mudou de nome, ele é agora o instante.

o meu presente é o meu passado convertindo em mim mesmo.
ele é o susto com as coisas que ha fora de mim.
o susto com o mundo dos outros.

olho os fantasmas ao meu lado,
sao futeis e alegres ao mesmo tempo.
sou inùtil com minha poesia, mas,
mas ela é uma forma de eu sentir mais assim,
mais perto de mim mesmo.

sou tudo isso, o estranhamento dos impresssionistas
em busca da perfeiçao neo-classica. Contradiçao.
e um pouco de fragilidade humana
a fragilidade do amor
a fragilidade da escuridao
a fragilidade da dor
a fragilidade da solidao
a fragilidae da saudade
a fragilidade do sexo
a fragilidade do sonho
a fragilidade da desgraça
engraçada, engessada em mim.

fui hoje ao samba,
ontem a òpera,
amanha irei ao museu
agora, eu rego minhas rosas
estou olhando para elas
bem de frente a minha janela.
sao vermelhas, vivas e sem sentido,
por isso sao vivas, porque elas nao tem sentido nenhum de existência.
sao rosas por que nasceram assim, vermelhas e bonitas
E eu.....
Eu nao!
Eu nasci homem, e o meu sentido de existir é...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Paris 16 Mai - Samedi





Eu continuo procurando o porque da vida!
Continuo buscando sentir o insensìvel,
o inesperado.

Mas o mundo gira, e eu,
eu sinistramente continuo parado.

Sonho em dançar mais palavras
Cantar mais movimentos
escrever mais alto.

A cada canto do novo mundo
vou descobrindo o meu interior.
Como Ulisses na Odisséia.
Numa viagem de resistencias
Resistencia aos desejos, às limitaçoes,
fìsicas e morais.
E sobretudo as emocionais

Eu espero loucamente
Chegar a mim mesmo.

Je trouve tout le temps le sens de la vie

Paris 16 Mai - Samedi


"Aujourd'hui, nous avons cristallisé la sphére en cube, nous avons combiné des masses de toutes les forme possibles, les concentrant afin d'exprimer notre idée abstraite d' une conscience supérieure" (Henri Gaudier)

Musée D'Orsay

A primeira galeria do museu, impressionou-me profundamente. Eu estava em contato com a perfeiçao do classicismo, a beleza do màrmore e do bronze. Os detalhes, a precissao técnica, o realismo exaltado, a intensidade da verdade. Diante as estàtuas fiquei imòvel, sem saber para onde ir, por onde começar, para onde olhar. Sentei, respirei e me deixer ser olhado pelos corpos desenhados naquela verdade fantàstica.

Musée D'Orsay

O Musée d'Orsay situa-se na margem esquerda do rio Sena no VII arrondissement. As colecções do museu apresentam principalmente pinturas e esculturas da arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914 (Neo-classicismo ao Pos-Impressionismo). Entre outras obras estão la presentes obras de Van Gogh, Monet, Degas, Maurice Denis, Dominique Ingres, Toulousse Loutrec. Existem também exposição temporárias que decorrem paralelamente à exposição permanente.



domingo, 10 de maio de 2009

Catedral de Notre Dame




Proxima Parada a Notre Dame, (Mas isso fica para a proxima semana)
Abraços...

ARTE MODERNA - reflexao e apreciaçao

A primeira experiencia do mundo, isto é, a experiencia estética, é esquecida, transferida para o inconsciente. Apenas poucos individuos - os artistas - desenvolvem-na, ligam-na a certas técnicas organizadas, dela extraem objetos a que a sociedade atribui certo valor. (Giulio Carlo, Arte moderna)

Forum sobre arte moderna:
Descreva qual a sua concepçao de arte moderna para que possamos compreende-la melhor.
Afinal ja disse Clarice Lispector, falar salva.

Vai ai duas imagens como referencia






Um mergulho na arte moderna, exposiçao de Vassile Kandinsky e Alexander Calder no Centro de arte moderna George Pompidou



Ontem ouvi Calder
Na galeria chorei Kandinsky
No patio amei Picasso
E dormi com Magritte

Descobri Léger
Duchamp nem olhei
Mas gozei com Dali

À Kandinsky retornei
Com Gropius repousei
Enlouqueci em Juan Gris

Delaunay me abriu
Comi Matisse
Bebi Paul Klee

Mas Kandinsky
jamais me esquecerei

quinta-feira, 7 de maio de 2009



Paris 05 de Maio - 13:36

Nao sei, afinal muito do que escrevo começa com essa angustiante frase. E entao o que sabemos nos?
Nesta tarde fria, de Paris, eu me desconstruo diante o infinito, diante a grandeza da alma, me desconstruo pela impotencia. O ser humano é a nao compreensao da existencia. "morrer, dormir, talvez. Sonhar".
Agora frente ao "Centre Pompideu" (museu de arte moderna) ou beauboung como os francesses o chamam, eu encontro comigo, um homem as avesas, com o mundo revirado, construido de outra forma. Existente pelo que ha' dentro e que se move no interior, no abstrato, na essencia;
Ahh,!! a arte moderna. O que é a realidade? o que realmente existe? O brilho da estrela que vemos, mas que ja morreu a muito tempo?

O que existe? o visivel, ou o sensivel.
Essa e a primeira impressao da cidade que acabo de descobrir







Vou reescrever minha historia como se nascesse denovo . Para isso devo rasgar as peliculas , devo ser parido com toda a dor necessaria de um nascimento natural . Ao renascimento glorias.




O que existe? quando existe? e de que forma existe?
Quem exite? O homem que amo e que esta a todo momento em mim? Mas nao ao meu lado. Ou os transeuntes que vejo mas nao conheço.




Mil sao as possibilidades de passar, de existir, de sonhar. Somos inteiramente responsaveis por nosso destino. Viver sempre. Um brinde ao amor, e a felicidade que ele nos proporciona

'.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Passagem

Algumas fotos por enquanto, mas com o tempo vou escrevendo o que vi e senti.