terça-feira, 18 de agosto de 2009

Paris - Mardi le 18 Août

(Amadeo Modigliani)

MUDE! procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas... Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena (Clarice Lispector)

(texto de Edson Marques)

domingo, 16 de agosto de 2009

Petit Palais
Musée des Beux Arts de Paris


"Desnecessario dizer que, se existe um campo de estudo que nao pode ser dominado somente através da leitura, esse campo é o da historia da arte. Qualquer amante de arte desejara viajar e despender o maximo de tempo possivel explorando pessoalmente os monumentos e obras de arte"

(E. H. Gombrich)

sábado, 15 de agosto de 2009

Paris - Samedi, le 15 août


A agua; ela é abstrata, é assim o sentimento de instabilidade. Somos instaveis. Somos e estamos no abstrato.

Giverny - Casa de Claude Monet

A natureza; sou parte dela. Sou uma particula de terra, que cheira, pulsa, flui, que movimenta, que morre. Sou passageiro, sou passageiro de algo que nao sei exatamente o que é.






Paris - vendredi, le 14 Août.


Uma tela repleta de impressoes
(Leandro Bessa)

Em dimensoes abertas, a esquerda começo por desenhar uma pequena arvore de folhas roxas, o tom de vermelho escuro salta dos galhos e caem nas flores que desenho um pouco abaixo da pequena arvore. Sao flores ao tom de lilas, um lilas quase amarelo que confunde-se com o verde limao da vegetaçao refletindo o sol.

Um pouco a direita traço em verde uma pequena ponte japonesa, com uma envergadura digna de ser destacada, trabalho com esmero as sombras em tons de verde escuro. Ao centro da tela, com uma profundidade inimaginavel, pinto o meu lago, um lago repleto de plantas aquaticas, ele até nos faz recordar algumas telas famosas, mas no meu lago eu desenho um barco em movimento. ele balança calmamente em um dos cantos do quadro.

O lago eu pinto de azul metalico, em algumas partes misturo com azul petroleo e onde o sol belisca coloco tons de verde azulado. Opa! rapidamente destaco o vôo de uma borboleta, ela passa bem matreira mas nao aceita ficar.

Mas imediatamente minha atençao é desviada para uma flor de tom rosa, um rosa salmao cintilante e bem ao lado dela me ocupo com uma outra flor de tom amarelo com miolo vermelho rubi. Elas sorriem com suas inumeras pétalas, e cada uma das pétalas apontam para o meu sentimento de surpresa e euforia.

Em primeiro plano desenho a margem do lago, faço tudo no movimento dançante do pincel umidecido de bege, musgo, amarelo, verde esmeralda, cinza aveludado, branco noiva, violetas, azul escuro e algumas linhas de vermelho terra. Sao pequenas as plantinhas, elas se abraçam, pulam, brincam de alegria e de vez enquando elas olham pra gente.

Também em primeiro plano, em linhas verticais, tombando do alto invisivel da tela, desenho galhos verdes, iluminados pelo sol de duas horas da tarde. Eles dao uma sensaçao de; sombrinha gostosa para se repolsar.

A direita quero fazer com muito cuidado um corredor de trepadeiras sobre uma estrutura metalica, elas subiram bem alto pra trabalhar no teto de verde oliveira. Nos troncos vou usar um marron real, bem onde o sol sopra um ocre nada convencional. E para ornar os troncos desenho com pinceladas ligeiras e suaves, pequenas plantinhas de cor violeta, elas cheiram quintal de infância. Opa! uma libélula vem beijar uma flor, bem onde uma abelha de amarelo mel trabalha de acasalar em pequenas flores cor de neve, ela entra e sai nun movimento circular bonito de se ver. Uma pausa pra respirar.

Nascem todos os dias cenas como essas e nem sempre temos tempo de fazer uma pausa pra respira-las.

Finalizando, uso uma pena do passaro de Prévert para assinar. Assino, mas de repente quando olho a tela ja mudou tudo de forma e cor.


Ps: O teclado francês nao me permite colocar acento agudo em letras como: "a", "i" e "u". Nem o til, afff
(Claude Monet - Nymphéas)

"Je ne forme pas d'autre voeu de me mêler plus intimement à la nature, et je ne convoite pas d'autre destin que d'avoir, selon précepte de Goethe, oevré et vécu en harmoni avec ses lois"
(Roger Marx)

Eu nao imagino uma outra promessa do que a de me envolver mais intimamente com a natureza, e eu nao ambiciono mais do que ter, segundo o preceito de Goethe, obra e vida em harmonia conforme suas leis
(traduçao e livre interpretaçao; MINHA)


(Paul Cézanne - Vasse Paillé)

(Camille Corot - Le matin)

Les Jours en France


Les Jours à Paris

Je me suis habitué à cette ville magnifique. Les jours passent et ne se ressemblent pas, ils seront une histoire inoubliable de ma vie.
J'ai décidé de rompre avec ma routine et d'aller vers un autre lieu, pour respirer un autre air, regarder un autre paysage, gouter à une autre saveur. Je ne cherchais pas la ville pour ses specificités, ce n'est pas la Gioconda, ni la Tour Eiffel, ni les Champs-Elysées qui me plaisent, c'est surtout l'atmosphère, se sont les petits moments où je me touve en dehors de mes habitudes, c'est aussi le Paris du bon vin, le Paris des accordéons, c'est plutôt les jours froids avec le soleil d'été qui m'attaquent par surprise.
Renoncer à mes affaires et à ma vie agréable au Brésil aurait été une attitude folle, mais je crois en la chance du lendemain, j'ai l'espérance de trouver sur mon chemin l'imprévisible et les choses simples de la vie. Quand même, nous sommes toujours en train de chercher quelque chose que, quelques fois nous ne savons pas ce qu'elle est. Ma quête dans la vie n'est pas une grande chose, je me cherche, je crois qu' on peut mûrir et atteindre une maturité dans la vie seulement à travers des sentiments comme le plaisir, le bonheur, la douleur, la tristese, l'angoisse et le courage.

C'est cela Paris pour moi, la nostalgie avec le plaisir, le bonheur avec l'angoisse, la peur avec l'esperance. L'antagonisme de cette expérience a été un des grands moments de ma vie.

En effet la beauté depend de celui qui regarde, et nom de l'objet que l'on observe. Mes yeux ont regardé une ville avec laquelle il y a une culture pas très éloignée de celle où j'habite, les frontières s'estompent. Ainsi la beauté que j'emporterai de Paris sera la beauté de sa culture et l'apprentissage d'un moment de découverte.

Pour celui qui se laisse être touché par la beauté du monde, une visite aux musées riches en chefs-d'oevres n'est pas suffisante; on a besoin d'un multitude de choses dont le moteur doit être l'amour, et essentiellement la passion pour l'existence.

Je suis particulièrement passionné par la vie, c'est quand même une ouverture aux sensations et aux découvertes du monde.

J'ai eu la confirmation à Paris, que les différentes manières de penser et les habitudes de chaque nationalité, sont vraiment surprenantes. Et mon expérience de ne pas reussir à exprimer d'une façon complète dans une autre langue et vivre dans une autre nation qui n'est pas la mienne, est vraiment une douleur angoissante. Donc, j'ai vu que la liberté, la fraternité et l'égalité sont des idéaux que le rêve humain pourra difficilement atteindre.

Ici je prends une phrase d'une cèlebre poètesse brésilienne Cecilia Meireles "Liberdade - essa palavra, que o sonho humano alimenta: que nao ha ninguem que explica, e ninguem que nao entenda!" (Liberté - cet mot, qui le rêve humain alimente et que personne ne peut expliquer, mais il n'y a personne qui ne la comprenne!).

Ce sont mes impressions, d'un pays étranger, dun lieu que je n'oublierai jamais, d'une ville à l'esthétique magistrale. Mais si on fait un peu plus d'effort on peut voir la richesse de ce peuple, pas seulement dans ses monuments, ni dans ses chataux et ses jardins, mais dans une situation plus simple. Aujourd'hui je sais qu'il existe un Paris très important pour moi et que je n'oublierai pas. Et je dois remercier tous mes amis de Paris langue et du FIAP de m'avoir permis de connaître votre ville d'une façon differente. Merci.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meus dias na França



Eu me acostumei com esta cidade magnifica. Os dias passam e sao para mim a cada instante uma surpresa agradavel. Eles serao talvez, minha historia de vida inesquecivel.
Decidi modificar minha rotina, e partir em direçao a um outro lugar, para respirar um outro ar, observar uma outra paisagem e desgustar um outro sabor.
Realmente nao era uma cidade com todas as suas particulieridades que eu procurava. Pois, nao é a "Gioconda", nem a Torre Eiffel, nem"les champs-elysées" que me agradam, é sobretudo a atmosfera, sao os pequenos momentos onde eu me encontro fora dos meus habitos. O que me importa é a Paris do bom vinho, a Paris dos acordeons, da musica e é precisamente os dias frios com o sol de verao que me agradam e que eu nao esquecerei jamais.
Renunciar aos meus trabalhos no Brasil seria talvez uma atitude louca. Mas nao, eu acredito na sorte do dia seguinte. tenho a esperança de encontrar em meu caminho o imprevissivel, o inesperado, o instante em que eu estarei comigo mesmo. Afinal somos assim, estamos sempre em busca de algo que nem sempre sabemos o que é, e para o que serve. Para mim, minha busca, sou eu mesmo. De uma certa forma acredito que, somente atraves do prazer, da felicidade, da dor, da angustia e da coragem é que podemos crescer e conseguir alcançar a maturidade.
Isso é Paris pra mim, a nostalgia com o prazer, a felicidade com a angustia, o medo com a esperança. O antagonismo desta experiência tem sido um dos grandes momentos da minha vida. Pois a beleza depende daquele que olha, e nao do objeto que é observado. Meus Olhos observaram uma cultura nao tao distante da minha, prova que as fronteiras tem se encurtado, assim a beleza que eu levarei de Paris sera a beleza de sua cultura e a aprendizagem de um momento de descobertas.
Para se deixar ser tocado pela beleza do mundo necessitamos um pouco mais do que uma simples visita ao museu. Precisamos de uma multiplicidade de coisas onde a essência deve ser o amor, e essencialmente a paixao pela existência.
Eu particularmente sou apaixonado pela vida, é uma paixao pelas sensaçoes e os sentidos, uma paixao pelas descobertas.
Eu tive a confirmaçao em Paris que às diferentes maneiras de pensar e os habitos de cada nacionalidade sao realmente surpreendentes. E minha experiência de nao chegar a me exprimir de uma maneira completa em outro idioma e viver numa naçao que nao é a minha, é realmente uma dor angustiante. Aprendi que somos prisioneiros de nossa propria lingua, e que a liberdade, igualdade e fraternidade sao ideais que dificilmente o sonho humano conseguira alcançar. Retomo uma frase de Cecilia Meireles que amo muito "Liberdade - essa palavra, que o sonho humano alimenta: que nao ha ninguem que explica, e ninguem que nao entenda!".
Essas sao algumas das minhas impressoes de um pais extrangeiro, de um lugar inesquecivel, de uma cidade de estética magistral. Mas que, se fizermos um pouco mais de esforço, poderemos ver a riqueza desse povo, nao somente em seus monumentos, nem em seus castelos e jardins, mas numa situaçao mais simples. Hoje eu sei que existe em mim uma Paris, da qual eu jamais esquecerei.
Ps: O teclado francês nao me permite colocar acento agudo em letras como: "a", "i" e "u". Nem o til, afff