Sobre arte, estética e comunicação. Impressões e elucubrações de um espirito inquieto e constantemente poético.
quinta-feira, 31 de março de 2011
"Quem nada conhece, nada ama. Quem nada pode fazer, nada compreende. Quem nada compreende, nada vale. Mas quem compreende também ama, observa, vê... Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa, tanto maior o amor... Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas." (Paracelso)
Tunga - True Rouge, redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro,bolas de cristal, 1315 x 750 x 450 cm, 1997
True Rouge 1997
Técnica mista Mixed mídia
Desde meados dos anos 1970, Tunga cria obras de um imaginário exuberante em desenho, escultura, instalação, filme, vídeo e performance. Seu impulso multimídia está associado a uma compreensão da arte como campo multidisciplinar, em que filosofia, ciências naturais e literatura andam ao lado das artes visuais; trata-se de compreender as ações físicas de uma obra como parte do pensamento sobre ela, evitando-se a dissociação entre teoria e prática de um mesmo fenômeno. Não raro, para o artista é importante também ultrapassar os limites entre ciência e fantasia, realidade e ficção, resultando na criação de uma mitologia própria. Em vários de seus trabalhos, o artista contrata performers para realizar algo parecido a rituais performáticos, “inaugurando” a obra. Para denominar estas obras, prefere o termo “instauração” a performance ou instalação, que definiria de maneira mais satisfatória algo que, a partir daquele ato, começa a existir. True Rouge pertence a este grupo de trabalhos. Na instalação, atores nus interagiram com os objetos pendentes: recipientes que contêm um líquido viscoso, vermelho, que derramam sobre si e os vidros, remetendo aos ciclo vitais. O trabalho surge do poema que lhe dá título, escrito por Simon Lane e que descreve uma ocupação do espaço pelo vermelho, valendo-se de trocadilhos entre a língua inglesa e francesa. Os objetos que pendem do teto, unidos por estruturas interdependentes, aludem a um grande teatro de marionetes: uma escultura de manipulação, que, se valendo da gravidade, não chega, contanto, a tocar o chão.
Fonte: http://www.inhotim.org.br/index.php/arte/texto/de_parede/311/tunga
Técnica mista Mixed mídia
Desde meados dos anos 1970, Tunga cria obras de um imaginário exuberante em desenho, escultura, instalação, filme, vídeo e performance. Seu impulso multimídia está associado a uma compreensão da arte como campo multidisciplinar, em que filosofia, ciências naturais e literatura andam ao lado das artes visuais; trata-se de compreender as ações físicas de uma obra como parte do pensamento sobre ela, evitando-se a dissociação entre teoria e prática de um mesmo fenômeno. Não raro, para o artista é importante também ultrapassar os limites entre ciência e fantasia, realidade e ficção, resultando na criação de uma mitologia própria. Em vários de seus trabalhos, o artista contrata performers para realizar algo parecido a rituais performáticos, “inaugurando” a obra. Para denominar estas obras, prefere o termo “instauração” a performance ou instalação, que definiria de maneira mais satisfatória algo que, a partir daquele ato, começa a existir. True Rouge pertence a este grupo de trabalhos. Na instalação, atores nus interagiram com os objetos pendentes: recipientes que contêm um líquido viscoso, vermelho, que derramam sobre si e os vidros, remetendo aos ciclo vitais. O trabalho surge do poema que lhe dá título, escrito por Simon Lane e que descreve uma ocupação do espaço pelo vermelho, valendo-se de trocadilhos entre a língua inglesa e francesa. Os objetos que pendem do teto, unidos por estruturas interdependentes, aludem a um grande teatro de marionetes: uma escultura de manipulação, que, se valendo da gravidade, não chega, contanto, a tocar o chão.
Fonte: http://www.inhotim.org.br/index.php/arte/texto/de_parede/311/tunga
Instalação no instituto Inhotim - Arte com cheiro, cor, movimento, cinética e estética.
Valeu a pena a experiência - todos devemos ir ao menos uma vez na vida conhecer o Inhotim, é o nosso Louvre contemporâneo. Excelente
Valeu a pena a experiência - todos devemos ir ao menos uma vez na vida conhecer o Inhotim, é o nosso Louvre contemporâneo. Excelente
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Paris - 16 de Setembro
Minha viagem não é algo fácil de ser explicada. Verdadeiramente, não é algo que possa ser compreendido por alguém que nunca vivenciou essa aprendizagem a partir do contato com diferentes culturas e civilizações.
Incrivelmente isso é algo que deve ser experimentado. Meu anseio é de poder fazer com que os que participaram desta história possam compreender ao menos o principio do sentido, mas sei que é difícil. Restarão aos outros somente anedotas, curiosidades, retratos, mas nunca a essência do que vivi, daquilo que me permiti ser possibilitado, do que me permiti ser visto, pois vejo dessa maneira, não fui eu que observei toda a grandiosidade destas cidades, foram suas esculturas, pinturas, arquiteturas, artistas e paisagem que me observaram. Deixei-me ser olhado, tocado, por todo esse fantástico universo que é a produção artística guardada pela Europa.
Carregarei comigo o espírito de cada peça que apreciei com atenção. E as que não observei com cuidado, ou por falta de tempo ou mesmo por falta de interesse por desconhecer o seu valor, espero voltar, voltar com uma outra alma, com um outro entendimento, para olhar e ser olhado, para amar e ser amado. Afinal "qualquer amor ja é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura".
Madri 04 de Setembro
"As vezes toda a minha loucura internda vem a tona, e a vontade de explodir é quase que iminente."
"Vou enlouquecendo com minhas saudades, com os meus amores, com as minhas historias efémeras, com o meu silencio duradouro e com minhas visitas em mim e fora de mim."
"Vou enlouquecendo com tudo o que ja fiz, com tudo aquilo que quero fazer e ainda com o que sei que nao serei capaz de fazer."
Amsterdan - 28 de Agosto
A obra de um artista nao està separada de sua vida, ela é inerente à sua vida. Portanto o estimulo às mudanças de estado de alma é uma forma de combustivel, que alimenta o seu movimento interno
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Paris - Mardi le 18 Août
MUDE! procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas... Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena (Clarice Lispector)
(texto de Edson Marques)
domingo, 16 de agosto de 2009
Musée des Beux Arts de Paris
"Desnecessario dizer que, se existe um campo de estudo que nao pode ser dominado somente através da leitura, esse campo é o da historia da arte. Qualquer amante de arte desejara viajar e despender o maximo de tempo possivel explorando pessoalmente os monumentos e obras de arte"
(E. H. Gombrich)
sábado, 15 de agosto de 2009
Paris - Samedi, le 15 août
Giverny - Casa de Claude Monet
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